Mais e mais pessoas estão se voltando para produtos medicinais de cannabis, como óleo CBD e THC para suas doenças. Mas muitos estão achando isso inacessível e, às vezes, isso se deve aos grandes aumentos que as farmácias estão cobrando em cima dos medicamentos a base de Cannabis. Relatórios do Correspondente Nacional Tony Wall.

Proíbem o Plantio mais liberam o chiclete de maconha

No Brasil, o controle das empresas sobre as agencias reguladora ainda é muito grande. A ANVISA liberou recentemente a produção de Chiclete a Base de Maconha. Em 2019, a Diretoria Colegiada havia rejeitado o pleito da empresa Stichting Sanammad, mas uma decisão judicial obrigou uma nova análise neste ano.

No Território Nacional continua proibido o plantio de cannabis. Recentemente a Universidade da Unicamp teve o seu pedido negado para desenvolver uma pesquisa com o cultivo de cannabis.

A resposta negativa foi dada em 6 de novembro, após nove dias de análise.

Em parceria com a empresa Entourage Phytolab, o estudo agronômico da Unicamp duraria dois anos e trabalharia com 91 tipos de sementes de cannabis para a produção de medicamentos.

A DRA. Mikaela Arantes da Associação de cannabis AAPUC disse: “Os Pacientes me procuram todos os dias, eu muitas vezes ate forneço receitas grátis pois muitos nao tem condições. O Remédio é importado e custa Muito Caro la fora. A ANVISA tem uma lista restrita das Empresas Autorizadas e não aceita pedido de outras empresas que nao esteja naquela lista, sendo que seriam produtos muito mais baratos e em conta, então a maioria de todo o medicamento esta sendo produzido de forma artesanal.”

A confusão em torno dos preços destaca um problema no crescente mercado de cannabis medicinal, onde os produtos podem ter preços diferentes em centenas de dólares.

Desde que o Esquema de Cannabis Medicinal entrou em operação no País, o número de pacientes disparou, e este número vem aumentando freneticamente e vemos mais médicos da família e profissionais da área como neurologistas, psiquiatras aprendendo e receitando a cannabis.

Farmácias lucram em cima de idosos vulneráveis

Uma fonte de uma empresa de cannabis medicinal disse que eles normalmente adicionariam 50 por cento ao preço que compraram do importado, o atacadista da farmácia adicionaria cerca de 3-6 por cento e algumas farmácias estavam adicionando algo entre 50 e 100 por cento.

Como os produtos são medicamentos não aprovados, eles não podem ser anunciados por lei, portanto não há transparência em relação aos preços.

E como os produtos não são financiados pelo governo, os farmacêuticos podem cobrar o que quiserem.

De um lado temos pacientes que são em sua maioria pessoas vulneráveis, que sao idosos, pessoas debilitadas que trabalharam toda a sua vida e hoje sao abandonados pelo sistema, recebem uma migalha de aposentadoria, como eles pagariam por mais de R$2.500.00 reais mensal em um tratamento que é para toda uma vida? – Estas sao as palavras de um cultivador doméstico de Maconha, que começou cultivar para tratar a si mesmo e que com o passar dos anos ajuda a sua familia e mais de 15 pacientes com o Óleo da Maconha. Ele diz que a maioria de toda a sua produção de medicina é grátis, poucos ajudam com doações para ele continuar o seu grow (plantio) e missão.

Começou a ser comercializado em meados de junho, no Brasil, o primeiro medicamento à base de canabinoides aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No Espírito Santo, o Mevatyl, composto por 52% de tetraidrocanabinol (THC) e 48% de canabidiol (CBD) – princípios ativos da planta – em formato de spray oral, já é vendido em poucas farmácias, com uma média de preço de R$ R$ 2.519,00. A indicação do remédio é para pacientes adultos com espasticidade (contração muscular involuntária) moderada a grave devido à esclerose múltipla (EM), que não responderam adequadamente a outra medicação antiespástica e que demonstram melhoria significativa dos sintomas durante um teste inicial com o medicamento (anteriormente importado).

Melhoramento genético de cannabis do Brasil

Em parceria com a startup Adwa, a Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, foi anunciado em novembro, a formalização do primeiro programa de melhoramento genético de cannabis do Brasil. Trata-se de um acordo de parceria para pesquisa e inovação que será desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Fitotecnia do Departamento de Agronomia, pelo pesquisador Sérgio Barbosa Ferreira Rocha.

No estudo, serão desenvolvidas quatro variedades para uso medicinal e industrial a partir de genéticas fornecidas pela empresa colombiana Cannadrop, de acordo com informações da Adwa.

10 pacientes atualmente recebe Medicamentos do Governo Grátis

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Governo do Estado fornece medicamentos à base de canabidiol (CBD) a 10 pacientes atualmente. “Gasto de R$ 163.526,40 em 2017 e R$ 103.593,55 neste ano”, informou a Sesa por meio de nota.